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Minha Psico Indica: Detroit Become Human

Publicado por Natália Malini em




Hoje no “Minha psico indica” venho com o primeiro jogo da categoria!

Detroit Become Human foi lançado em 2018 pela Quantic Dreams e está disponível para Playstation 4 e PC. A história é ambientada em 2038 onde andróides surgem como uma forma de salvar a economia, e por substituir a mão de obra e quase tudo feito pelos humanos pois não precisam de comida/descanso/dinheiro e direitos, a sociedade entra em colapso pela falta de emprego e questões de saúde pública.

Jogamos com três personagens principais (todos andróides). Kara, uma empregada doméstica e babá. Connor, um investigador da polícia que é programado para caçar androides “desviantes” (androides com emoções humanas). E Markus, um cuidador/enfermeiro. Acompanhamos paralelamente a “tomada de consciência” (senciência) desses androides, que passam a sentir medo, amor, buscando a liberdade, identidade, significado e se libertar da escravidão.

Não temos game over ou voltar atrás das decisões. O jogo funciona na base das escolhas. Todas suas escolhas irão influenciar no futuro não apenas dos personagens mas na sociedade como um todo. Por isso existe uma grande possibilidade de caminhos, acontecimentos e finais diversos.

É um jogo que estimula reflexões éticas, políticas, sociais e humanitárias. E como cada decisão, que parece pequena, tem sua consequência. Gera um grande exercício de empatia e questionamentos filosóficos. O que nos torna realmente humanos? Se uma máquina desenvolve sentimentos, objetivos e memórias, existe diferença e não merecem direitos e tratamento humanitário?

A história é envolvente e por todas as reflexões, e atualidade, é um jogo que vale super a pena passar pela experiência. No meu, os resultados não deram muito certo pra todo mundo rs Por isso quero jogar de novo, mas não vou contar pra não dar spoiler. E você já jogou? Gostou? Quais outros pontos você acha importante?