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Pensamentos Automáticos!

Publicado por Natália Malini em




Nosso fluxo de pensamento é constante e de alta velocidade, por isso muitas vezes temos dificuldade de identificá-los ou o percebermos em sua totalidade. Os PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS (sem que você os invoque por vontade própria) invadem nosso fluxo gerando angústia/tristeza/ansiedade/etc e assim parecendo uma verdade absoluta. Pode aparecer como uma imagem, frases, e na maioria das vezes não geram reflexão ou racionalização. . Exemplo: “essa pessoa me detesta” (e a pessoa não disse ou fez nada que provasse essa conclusão) “acabei de cometer um erro no que estou fazendo, o que significa que sou uma fraude e péssima em tudo que eu faço” (vem com uma conclusão que não condiz com a realidade) “se eu fazer essa atividade ficarei muito cansada mas se deixar para amanhã me sentirei culpada” (isso faz com que a pessoa procrastine, se desmotive e se sabote) Enfim, entre tantos outros, já consegue identificar algum por aí? . Todos estamos sujeitos a esses pensamentos e eles podem acontecer inúmeras vezes num mesmo dia. A diferença é que causam efeito prático no seu humor ou comportamento. (e às vezes no próprio corpo, vide crises ansiosas agudas). Por serem automáticos quer dizer que já fazem parte de um caminho padrão e habitual. . Com a terapia aprendemos não só a identificar esses pensamentos como aprender novos caminhos mais saudáveis e realistas. Combatemos racionalmente, criando diálogos internos construtivos com afirmações alternativas ideais e/ou cartões de enfrentamento. . Essa é a parte prática da terapia. É um processo e leva tempo e energia para fazermos isso. Os pensamentos não se modificarão do dia pra noite. A diferença não é apenas o tipo de pensamento automático que aparece pra você, mas também o que você faz com ele. Lembrando que estes caminhos disfuncionais da maioria dos pensamentos automáticos foram construídos e se repetem pela vida toda, então realmente não é fácil ir contra isso. . Os pensamentos automáticos e disfuncionais estão estritamente ligados com as distorções cognitivas, mas falaremos delas em outro momento. Se você ainda não faz terapia, pode começar com exercícios de auto-observação e reflexão, procurando entender se aquele pensamento é válido ou não e se condiz com a realidade, baseando em fatos e evidências. Lembre-se que o objetivo não é se iludir, e sim buscar estar o mais próximo da realidade possível para lidar com suas demandas internas de modo saudável e adaptativo!