Psicologia não é coach!
Publicado por Natália Malini em

A polêmica em volta do assunto de hoje em geral é grande rs. Mas meu objetivo é mostrar pra vocês que existe clara diferença entre as práticas da psicoterapia e do coach, para que exista um cuidado e clareza na hora de escolher um profissional.
O psicólogo estuda os processos mentais/cognitivos/emocionais e comportamentais do ser humano, em uma graduação de cinco anos e após isso com registro no Conselho Federal de Psicologia para poder atuar. A Psicologia é uma ciência que tem origem derivada da medicina. Têm como objetivo ajudar o ser humano em seu sofrimento, a lidar, elaborar e superar questões, entender a construção de seus processos internos e o que determina seus pensamentos/comportamentos. Melhorando sua autopercepção e autoconhecimento para solucionar problemas pessoais e também em nível coletivo. Por ser um processo muitas vezes doloroso, é um trabalho pautado no código de ética e de investigação cuidadosa.
Já o coach é baseado em técnicas para auxiliar no alcance de metas/objetivos, com estratégias que incentivam o potencial e motivação da pessoa com uma estrutura e decisões definidas, com tempo para o processo acontecer. Visa encurtar o caminho para que o cliente atinja aquele objetivo. Existem cursos de formação, sem órgão regulador, porém que propõe uma conduta ética. Não tem viés clínico, não faz diagnósticos.
Na psicoterapia além de lidarmos com assuntos mais “profundos” levamos em consideração todos os aspectos que fazem parte da realidade de quem procura. E esse ponto é muito importante pois lidamos com as questões de acordo com a SUA realidade.
Importante considerar que ambos têm intervenções limitadas, não damos conta de todas as áreas e para isso existem demais profissões com suas especificidades. De qualquer forma, não deixe de prestar atenção nas condutas do profissional que você busca, denuncie condutas antiéticas, promessas de “milagres”, tentar te converter para alguma religião, desvalorização do seu sofrimento e inclusive humilhação.
Há quem opte por fazer acompanhamento por ambos profissionais. Por isso é importante saber o quão diferentes são os tratamentos que podem, ou NÃO, se complementar; o que deve ser estabelecido pelos devidos profissionais capacitados.